Um em cada quatro brasileiros têm hipertensão arterial

Cardiologistas alertam sobre a importância da prevenção e tratamento da doença

Dia 26 de abril, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2019, 24,5% da população brasileira adulta afirma ter hipertensão arterial, o que corresponde a cerca de um em cada quatro brasileiros.

Contudo, esse número pode ser maior, já que a hipertensão arterial não causa sintomas e muitas pessoas podem não saber que têm a doença, só diagnosticada por meio da aferição dos níveis da pressão arterial, realizada por médicos ou outros profissionais de saúde treinados.

Os valores abaixo de 12 por 8 são considerados normais. Já acima de 14 por 9, é preciso avaliar se é algo recorrente. “A hipertensão arterial é diagnosticada quando ela persiste alta. Duas ou três medidas em que a pressão está alta é preciso fazer uma avaliação”, aponta Dr. Miguel Morita, pesquisador e cardiologista da Quanta Diagnóstico por Imagem.

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento das doenças cardíacas, pois causa a aterosclerose, placas de gordura que podem obstruir as artérias a qualquer momento ou diminuir o fluxo sanguíneo para o coração. “A aterosclerose é silenciosa e é uma das maiores causas de morte do mundo. Muitas vezes, o primeiro sintoma que aparece já é fatal, como AVC (Acidente Vascular Cerebral), chamado de “derrame”, ou infarto do coração conhecido como “ataque cardíaco”, alerta o cardiologista e diretor da Quanta Diagnóstico por Imagem, Dr. João Vítola.

É importante ressaltar que as doenças cardiológicas são fatores de risco para agravamento da covid-19. Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba apontam que cerca de 63% das pessoas que morreram pela doença apresentavam problemas cardíacos. “Um estudo americano ainda apontou que hipertensão arterial é responsável por uma em cada quatro internações por Covid-19”, salienta Dr. Miguel Morita.

Prevenção e tratamento

Sem o tratamento adequado, a hipertensão arterial compromete a funcionamento de diversos órgãos, como o coração, o cérebro, os rins, entre outros. “Para se ter uma ideia de como é importante o tratamento, a hipertensão arterial é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal no Brasil”, revela o cardiologista Dr. Rodrigo Cerci, cardiologista e diretor de Pesquisa e Inovação e do Serviço de Angiotomografia Coronária da Quanta Diagnóstico por Imagem.

A prevenção também é fundamental, pois qualquer pessoa pode desenvolver a hipertensão arterial, que é causada por um conjunto de fatores como obesidade, consumo excessivo de sal, alimentos industrializados, tabagismo, sedentarismo, alcoolismo, estresse e algumas doenças, como distúrbios de tireoide, além da predisposição genética.

“Fazer avaliação cardiológica periódica, praticar exercícios físicos, não fumar, ter uma alimentação balanceada, reduzir o consumo de sal e adotar práticas que ajudem a relaxar ajudam a evitar a doença e ter uma vida mais saudável”, observa Dr. João Vítola.

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